quarta-feira, 9 de maio de 2018

                    

                                          LABIRINTO+INTRUSA+USANDO. 
Blog de experimentos com poesia contemporânea.
Gosto de aglutinar, neologismar, (re)inventar e percorrer possíveis labirintos sem saída. Gosto da poesia que se perde,  vagueia, procurando portas, janelas e atalhos. A poesia intrusa, desobediente, eloquente, que percorre as teias e teias do corpo. 
São poemas que me invadem e me lançam pra dentro da minha alma 
                                                  labirintravenosa
Se não encontrar saída, intruso leitor: 
intruse-se.  

sábado, 5 de maio de 2018

                        PALAVRA+ LABIRINTO+INTRUSA+USANDO. 
Blog de experimentos com poesia contemporânea. 
Gosto de aglutinar, neologismar, (re)inventar e percorrer possíveis labirintos sem saída. Gosto da poesia que se perde,  vagueia, procurando portas, janelas e atalhos. A poesia intrusa, desobediente, eloquente, que percorre as teias e teias do corpo. 
Se não encontrar saída, intruso leitor: 
intruse-se.  
Aqui cabem textos e vídeos meus e também textos de alguns (entre tantos) autores prediletos. São poemas que me invadem e me lançam pra dentro da minha alma
                                          labirintravenosa. 


Tá explicada
a palavra.
Dito certeiro
Dita e feita
Tida e aceita
Consumada
arranhada
engasgrudada
no arranha-céu da boca
   




mirando o mar
com o tato
constato
sou tão profunda quanto.
as mãos tocam fundo
no fundo do além-mar
estalam estrelas
aconchegam conchas
mãos visionárias
tocam trépidas pedras
que se perdem na mira(via)gem
de volta.








pesco palavras no ar
rabiscósmicos
linhasiderais
versosuspensos
etéreos
alfagamabetas



sou a sombra de mim desmedida
enroscada nos remendos alinhavados do tecido gasto
imensurada nos cortes profundos
das fendas deixadas à mostra: carne sã
das brechas acidentais das saliências vãs
enlaçada nos egos que teimo em descosturar
eu,
vestida de outras texturas e outros textos
Nem me reconheço.



sexta-feira, 4 de maio de 2018


Se me chamasse paulo-pedro-joão, não daria rima nenhuma.
Muito menos solução.
De pedra a pedra: preposições no meio do caminho.
Mas não sei não
não preciso de conhaque para estar comovida.
não preciso de conhaque para estar comoavida.


Resolvi juntar
lírico com onírico:
deu onilírico
o oniilismo do poematriz
a base do sonho perdido
feito o catar feijão do poema cabralino
há de se jogar fora o que boiar
O que flutua se perde, divaga, voa.
fica o seco, a pedra, a insônia, o risco.




Na terra brasilis de encantos mil
é expressamente permitida a língua babel-papel
Na poesia mix de pós-quase-tudos:
ainda gorjeiam aves e ecos de concretizismos de vanguarda
ainda bradam odes, insultos, foras, fus e urros
ainda pipocam versoswaldianos de caetano
(que man-infestam verbos, pronominais e tais)
ainda derrubam prateleiras-estátuas-estantes
e vestem seus versos do avesso do avesso do avesso.




Blá blá blá de botequim


No palavreado do erudito
do joão-pedro-josé
(vulgo Ipsis Literis)
tem lirismo comedido
Faça sol ou chuva
o cara veste camisa padrão culto
e vai comprar pé-de-moleque
medindo a língua no formato mesóclise
E o hífen se fazendo de burro...
querendo aglomerar
aglutinar vocábulos encabulados
da emboscadarapucarmadilha
da gramática norma ativa.





quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Vídeo recitando um trecho do romance O Lobo da Estepe, de Herman Hesse.

abismado
entre abismos
pontes andaimes pés pesados de pó
subidas idas sumidas
avanço
recuo
vou
volto
paro
analiso
paraliso

e voo.
em tudo
entorno
em torno
contorno
em tudo
retorno
em todo
engodo
em tudo
entulho
em todo
embrulho
em tudo
encolho
em todo
me encolho
todo




  nesse exato momento
ex-instante de um átimo só
a palavra toma cor.
asa voa voa asa
Voam longe
tinta e tom
pin ta a men te
so pra le tras
de ventorpor.
Palavra e ar: palavrar
eu sei de cor.


caminho curtortuoso
bifurcaçõestreitas
labirintoscos
estradatalho

poça dágua no meio:
atravesso e ando
atravessando
travessa
vereda
viela
vila
via

Paraliso
no piso
escorregadio
da esquina
me curvo à curva
Desisto do risco
mantenho des-estância
Tangencio a distância
desvio
Silencio
Refém do espaço
Refaço o passo


quinta-feira, 31 de julho de 2014

aqui, ali, alhures
qualquer canto
nem vou direto ao ponto:
repouso o braço da vírgula
pausadamente penso, reticencio 
Na pausa, silencio
...

Ultrapasso a margem.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PALABIRINTRUSANDO



estou diante
do vidro opaco
da vitrine lustrosa
das peças etiquetoscas
das manequins ocas
adornadas de balangandãs 
bonecas de soberba inútil
indiferentes às pernas
que andam correm voam
enquanto outros passos ávidos e obedientes
se jogam - de entrega fácil - no produto de pano, plástico, couro
que mal cabe
nos seus corpos ansiociosos

de belezas vãs.











DA BEIRA DO CAOS
À BEIRA DO CAIS
UM CORPO TRANSBORDA PRA DENTRO
AFULINA DIMENSÕES CORPO ADENTRO
TREPIDA NOS MOVIMENTOS PARA ALÉM DO CENTRO

NA BEIRA DO CAIS:


CAOS

INQUIETA-SE NO ESPAÇO VAZIO
À BEIRA DO CAIS
ALAGA-SE NO VENTO
E SOPRA-SE NO MAR
À BEIRA DO CAOS
ABISMA-SE NO AR
PRECIPITA-SE NA MARGEM
NA BEIRA DO CAOS.






domingo, 17 de novembro de 2013


ainda lo
               o
                  oooonge se avista
longín qua se
                       sempre
       horizonte adentro
       horizontedentro
       horizondentro
        horizentro
        hoentro
        h  entro
         feito pôr do sol